Avião de Zelensky quase é atingido por drone a caminho de Oslo, diz premiê da Noruega
Avião do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Noruega em 8 de setembro de 2026 Frederik Ringnes/Reuters O avião que levava o presidente da Ucrânia,...
Avião do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Noruega em 8 de setembro de 2026 Frederik Ringnes/Reuters O avião que levava o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a Oslo quase foi atingido por um drone durante o percurso, disse o premiê da Noruega nesta quarta-feira (9). "O avião dele quase foi atingido por um drone quando estava decolando da Moldávia", disse Jonas Gahr Støre. Zelensky havia se deslocado para Oslo para o funeral do rei Harald V, na terça-feira (8). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo a Moldávia, a decolagem do avião de Zelensky sofreu um atraso por conta do fechamento do espaço aéreo do país após a identificação de um drone russo. Assim que a queda do drone foi confirmada, a aeronave foi liberada. Zelensky chegou ao Hotel Plaza, no centro de Oslo, por volta das 21h de terça-feira. Apesar do incidente, o ucraniano não cancelou seus compromissos: ele se reuniu com Støre na própria terça e nesta quarta de manhã. "Perguntei como tinha sido a noite, e ele disse que não foi boa, pois passou o tempo ao telefone recebendo notícias sobre onde os mísseis haviam caído", declarou Støre à imprensa local. Condenação à Rússia Agora no g1 Zelensky criticou a comunidade internacional nesta quarta por não adotar uma postura mais firme contra a Rússia em relação à intensificação dos bombardeios a áreas civis da Ucrânia. No final de agosto, a Rússia lançou uma semana de ataques noturnos e diurnos contra Kiev, no que foi o bombardeio contínuo mais pesado à capital ucraniana desde o início da invasão em larga escala, em 2022. Os ataques incessantes com mísseis e drones continuaram neste mês e visam minar o moral da população civil, segundo autoridades ucranianas. As sanções econômicas internacionais contra a Rússia e os esforços para isolar Moscou diplomaticamente não impediram a invasão. Zelensky instou os países a intensificarem a pressão. "Infelizmente, a resposta da comunidade internacional a esses ataques, que ceifam vidas praticamente todos os dias, tem sido insuficiente", disse ele nas redes sociais. "Mas é necessária uma resposta: Moscou não deve entrar no inverno [do hemisfério norte] acreditando que pode impunemente promover o terror com mísseis e drones." O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em 9 de setembro de 2026 Leonhard Foeger/Reuters As Nações Unidas informaram no mês passado que o aumento dos ataques aéreos russos matou ou feriu mais civis ucranianos em julho do que em qualquer outro mês desde março de 2022, com 437 mortos e mais de 2.600 feridos. Ao todo, mais de 16.800 civis ucranianos foram mortos e mais de 51.000 ficaram feridos desde a invasão russa, segundo a Missão de Monitoramento de Direitos Humanos da ONU na Ucrânia. Moscou sempre nega atacar civis e afirma que seus alvos são instalações de natureza militar. Os EUA renovaram seus esforços para encerrar o conflito, enviando enviados especiais a Kiev e Moscou durante o fim de semana, embora as iniciativas de Washington ainda não tenham gerado progressos substanciais. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou na noite de terça-feira que as negociações entre Ucrânia e Rússia foram "substantivas", mas que ainda há muito a ser feito.